Cada vez mais, ser só soa como uma via voluntária. Hoje, por exemplo, passei algumas vezes pela minha cena favorita do filme "As Horas". Hà meses não fazia isso. É aquela cena em que a Virginia Wolf narra a carta que escreveu ao marido, Leonard.
Nunca entendi muito bem a relação dos dois. A Virginia sempre me parece tão gigantesca que a tendência é realmente esquecer-se dele. Isso até me lembrar que ela pode mesmo ser maior, e outras pessoas ainda mais, mas é para Leonard que ela escreve afinal. Não conheço a Virginia, mas sei que são muito sozinhas grande parte das pessoas interessantes que conheço. A verdade é que planejo conhecer menos pessoas, e cada vez menos, até alcançar o ponto em que não possa mais usar a expressão "grande parte das pessoas". Talvez meu destino seja como o de Buddy, que só consegue se relacionar com pessoas que realmente ama. E como ele, não amo quase ninguém.